Amamentação é incentivada em Venda Nova

Mãe de três filhos, sendo o mais novo Victor Hugo, de 11 meses, Andreia de Oliveira Damásio é uma das mães acompanhadas pela equipe de estímulo ao aleitamento materno no Centro de Saúde Lagoa, em Venda Nova.

A usuária conta que amamentou seus outros dois filhos e como já tem experiência, a orientação da unidade de saúde fica ainda mais fácil. “Essa orientação é muito importante, principalmente, para as pessoas que não têm o entendimento da importância do aleitamento materno. Eu amamento meus filhos por dois anos, porque eu acho necessário para a saúde do bebê e, consequentemente, para as fases seguintes de sua vida. Eu me sinto realizada como mãe e tenho a sensação do dever cumprido. Agradeço a Deus pela oportunidade de poder amamentar”, ressaltou.

A unidade, localizada na rua José Sabino Maciel, é também um posto de coleta de leite materno. Lá as mães são estimuladas a amamentar e doar o leite para quem não tem o alimento. Além disso, são promovidos encontros com as gestantes e seus familiares com orientações sobre o aleitamento materno, além das consultas de pré-natal.

Capacitação

O aleitamento materno foi tema de oficina de capacitação para os profissionais de centros de saúde de Venda Nova, promovida pela Gerência de Assistência, Epidemiologia e Regulação (GAERE). Na Oficina, os profissionais planejam ações com intuito de melhorar os índices de aleitamento materno e da alimentação complementar dos usuários. Entre as ações planejadas estão a criação e manutenção de grupos de gestantes e puérperas, fortalecer as ações do quinto dia de saúde integral e melhorar as orientações no atendimento individual. O formação contou com a orientação das quatro tutoras de Promoção ao Aleitamento Materno de Venda Nova que, posteriormente, acompanham essas ações na unidade. Entre os pontos destacados na formação, a importância da amamentação, no mínimo durante os primeiros seis meses de vida da criança, a fim de evitar problemas respiratórios, alergias e outras doenças nas fases posteriores da criança e na vida adulta.

A enfermeira Keila dos Santos Cordeiro Faria, Referência Técnica da GAERE que coordenou a oficina, é uma das tutoras. Ela explica que, normalmente no quinto dia de vida, a mãe leva o bebê ao centro de saúde para realizar o teste de pezinho, tomar as primeiras vacinas, e ser avaliado pela equipe de saúde da família. “O fortalecimento é no sentido das equipes de organizarem para atender essa demanda, para que o aparecimento no centro de saúde não seja apenas para realizar o teste do pezinho: a equipe deve avaliar se há icterícia no bebê, se a mãe está se recuperando bem do parto, se está conseguindo amamentar, se a pega está correta”, disse.

Mitos e crendices

Keila Faria destaca a importância de desconstruir os mitos que atrapalham o processo de amamentação. “Ainda hoje, muitos mitos giram em torno da amamentação. Crenças, muitas vezes repassadas por mães e pessoas próximas de que o leite é fraco, não sustenta, que a criança está chorando de fome” afirmou. De acordo com ela, os mitos deixam algumas mulheres inseguras e podem atrapalhar esse momento tão importante. “Precisamos mudar esse cenário. A sensibilização dos profissionais através das oficinas da Estratégia Amamenta e Alimenta Brasil é um passo importante no incentivo aos profissionais para melhoria do atendimento e atenção à criança e a mãe”, completou.

Uma das participantes da oficina do CS Santo Antônio foi a agente comunitária de saúde (ACS) Giane Aparecida Matos, que entendeu a importância da formação. “Com a oficina somos capacitados para incentivar o aleitamento materno e orientar as mães para que elas se sintam mais confortáveis e seguras e possam amamentar pelo tempo mais longo possível e não só os seis meses”, disse. A formação usou um esquete teatral para mostrar os erros e acertos com relação ao aleitamento materno e as inadequações na alimentação das crianças até dois anos de idade.

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