Comissão vai debater denúncias de abandono da Maternidade Leonina Leonor

A Maternidade Leonina Leonor, em Venda Nova deveria ter sido inaugurada em 2009. Entretanto, denúncias de abandono das obras, entre outras, têm sido constantes. A Comissão de Saúde e Saneamento realizou visita técnica na unidade no último dia 11 de setembro e o cenário era de má conservação, retirada de equipamentos (inclusive leitos) e instalações elétricas expostas.

Além disso, o espaço estaria sendo utilizado para armazenar materiais e mobiliário ociosos, provenientes de escolas municipais. Diante dos problemas apresentados, o Colegiado realizará uma audiência pública sobre o assunto na próxima terça (9/10), às 19h, no Plenário Helvécio Arantes.

Com investimentos de R$2,2 milhões do Fundo Municipal de Saúde para a implantação de 32 leitos e capacidade para atender até 350 parturientes por mês, a maternidade localiza-se no segundo e terceiro andar da atual Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Venda Nova, antigo Hospital Dom Bosco. Inclusive, também já foi relatado que a UPA estaria utilizando o espaço destinado à maternidade. Na gestão anterior, a Prefeitura divulgou que o perfil das mulheres atendidas seria o de risco habitual, mas que a unidade teria infraestrutura para atender emergências surgidas durante a permanência da mãe e do bebê. Contando com seis quartos PPP (pré-parto, parto e pós-parto) com banheiras para a realização de partos naturais, a Leonina Leonor representaria um novo modelo de assistência ao parto humanizado.

Debate

Dentre os temas a serem abordados na audiência pública, destacam-se: importância da implementação da Maternidade Leonina Leonor e segurança dos equipamentos no prédio; dados sobre os repasses financeiros feitos pelo Município às maternidades de Belo Horizonte e a situação dos leitos nessas unidades.

Foram convidados para a visita representantes de várias entidades: Conselho Regional de Medicina, Promotoria de Saúde do Ministério Público de Minas Gerais, Associação Brasileira de Enfermagem, Secretaria Municipal de Saúde, Conselho Municipal de Saúde, Secretaria Municipal de Governo, Rede pela Humanização do Parto e Nascimento (Rehuna), Movimento Nasce Leonina e Defensoria da Saúde (integrante da Defensoria Pública de Minas Gerais).

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