Entrevista: o eleitor quer nome novo, afirma Carlos Viana

Aos 55 anos, o jornalista Carlos Viana (PHS), o apresentador da TV Record e Rádio Itatiaia se coloca pela primeira vez na corrida eleitoral. Buscando os votos dos indecisos Carlos Viana conta nesta entrevista exclusiva como pretende trabalhar para a Região de Venda Nova e Vetor Norte de Belo Horizonte.

Venda Nova e todo o entorno é uma importante região da capital mineira. Comercialmente, é uma área de grande impacto. Além disso, conta com duas estações de ônibus e o metrô também atende, parcialmente, os deslocamentos da população local.  Aproximadamente, o Vetor norte conta com mais 300 mil habitantes. Em sua visão, qual a maior necessidade da região e como solucioná-la?

Primeiramente, o Vetor Norte é fundamental para o giro econômico de Belo Horizonte. Sendo assim, temos que ter um olhar clínico. Além das necessidades gerais e populares, como segurança, saúde, educação e desemprego, percebo a necessidade da realização efetiva de obras estruturais. Quero trabalhar em conjunto com a Prefeitura de BH para a consumação dos projetos pendentes. A melhora no fluxo do trânsito local e do escoamento em dias de chuva para a prevenção de enchentes nas vias da região são situações emergenciais. Entender esse fundamento e trabalhar permanentemente para a minimização dos problemas estruturais e seus desdobramentos são as minhas prioridades iniciais para o Vetor Norte.

Candidato, qual será seu primeiro foco de trabalho se eleito senador?

Eleito, primeiramente, vou trabalhar para o refinanciamento da dívida pública de Minas Gerais. Nosso estado está falido e precisa urgentemente de uma completa reformulação em seu plano econômico. Os servidores públicos necessitam voltar a receber em dia. Precisamos ter a capacidade de reinvestir em mobilidade urbana e na produção industrial, para o ciclo do desenvolvimento retornar.

Viana, sua história dentro do jornalismo é notoriamente conhecida. A vontade de entrar na política pública surgiu justamente da sua profissão?

A intenção de pleitear um cargo no Senado Federal veio através do desejo de tentar fazer parte de uma nova estrutura política de desenvolvimento para o país. Por meio da minha profissão, venho observando o regresso e falta de evolução do nosso estado, e também do Brasil, de uma maneira geral. Com a angústia popular que presencio por meio do jornalismo, fica evidenciado a falta de planejamento e de políticas públicas efetivas.

A gente percebe na grande massa, que os principais anseios são os velhos problemas de educação, segurança e saúde. Faça um pequeno panorama de suas principais posições para esses temas.

Em relação à educação, vou focar na mudança do atual modelo de ensino, do contrário, estaremos fadados a mais uma geração com subempregos e salários baixos. A evasão escolar precisa ser diminuída, e isso também passa pelo refinanciamento da dívida. A segurança pública será outro ponto importante em nossa pauta de trabalho. Empenho não vai faltar para mudar essa realidade. A polícia ostensiva, a polícia investigativa e a polícia judiciária devem ser fortalecidas, para que possam responder os desafios da violência atual. O número de homicídios cresce demasiadamente no país. Especialmente, o jovem negro de periferia. Esse quadro alarmante precisa ser revertido. Na questão da saúde, nossa prioridade é trabalhar por uma melhor estruturação dos hospitais filantrópicos. As Santas Casas, por exemplo, fazem um trabalho excepcional, mas ainda esbarram na falta recursos para a efetivação de alguns projetos importantes. Estive em alguns desses hospitais acompanhando de perto o trabalho e a dificuldade encontrada pelos profissionais da saúde. Vamos trabalhar muito para melhorar e desenvolver ainda mais esses locais.

Acompanhando as notícias e as agendas dos candidatos ao Senado, percebemos que você recebeu apoios importantes nesse tempo. Conte-nos um pouco mais sobre isso.

Nessa caminhada diária, recebi apoios importantes como o de Alexandre Kalil, prefeito de Belo Horizonte. O prefeito vem acompanhando de perto nosso trabalho e está com pensamento alinhado com as nossas ideias. No Triângulo Mineiro, os prefeitos Odelmo Leão (Uberlândia) e Paulo Piau (Uberaba) optaram pela renovação e estão conosco. O prefeito de Betim, Vittorio Medioli, também se mostrou favorável aos nossos pensamentos de política pública. São algumas das muitas prefeituras de Minas Gerais que estão conosco. O número é bem expressivo. Recebemos apoios formais de mais 100 cidades. Recebo com muita satisfação e com muita responsabilidade esses apoios.

Outro ponto que você foca muito em suas entrevistas é sobre a dívida de Minas Gerais. Explique um pouco desse contexto e suas ideias para amenizar esse problema.

Todo governo tem déficit. Governo não foi feito para dar lucro, governo foi feito para investir o dinheiro para melhorar a qualidade de vida das pessoas. Para isso serve o governo, ele tem que pegar o dinheiro e investir bem na segurança, na saúde, essa é a teoria, porque hoje no Brasil e em Minas Gerais, o governo, infelizmente, dá prejuízo, déficit e joga nas nossas costas. Nas costas do contribuinte. Se o Estado não para de gastar, não tem competência para atrair novos investimentos e se não tem um preparo na gestão para tempos de crises, como vamos sobreviver?

Se o Estado gasta mais e não tem competência para atrair mais arrecadações, vai quebrar! Por isso, vamos trabalhar para fazer o dever de casa. Refinanciar a dívida de Minas Gerais, diminuir gastos e investir nos principais setores da economia do estado, de cada região, para o ciclo de desenvolvimento retornar.

Deixe um recado para os seus eleitores, para os indecisos e para eleitores que tendem a votar em outros candidatos.

É hora de novos rumos, de coragem, de união. Minas Gerais e o Brasil valem o nosso sacrifício e a nossa luta. A minha palavra é uma palavra de confiança. Eu sei que a fase é difícil, que o momento nos exige muito, mas ele tende a nos fazer pessoas melhores. Tenham confiança no futuro, tenham confiança na vida. Eu digo isso para vocês porque a minha vida é uma vida de superação. E vou me superar em cada umas das batalhas diárias no Senado Federal. Percebo, nesses últimos anos, um distanciamento do que pensa a população da política atual e tenho me colocado como uma voz para defender e chamar a atenção sobre isso. Hoje o eleitor quer nome novo. Não quer nome desgastado. A população não quer alguém que luta pelo simples poder.

O eleitor quer candidato transparente. Sou candidato ao Senado e quero ser a voz dos mineiros no Senado. Precisamos escrever uma nova página na política em Minas Gerais. Vou me esforçar muito para merecer a confiança de todos.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here