Estudantes de Venda Nova são imunizados contra HPV e Meningite

A ação da Secretaria Municipal de Saúde envolveu as equipes dos centros de saúde, em parceria com a Educação, o Programa Saúde na Escola (PSE) e a equipe de enfermeiros contratados. (Foto: Divulgação PBH)

Redação Vetor Norte online

Muitos alunos das escolas municipais localizadas na área de abrangência do Centro de Saúde Paraúnas, em Venda Nova, não querem mais comer couve flor. O motivo foi a palestra de sensibilização realizada pelas enfermeiras do Programa Saúde Escola (PSE), nas escolas Professor Pedro Guerra, Deputado Renato Azeredo, Cônego Raimundo Trindade e Elisa Buzelin, motivando-os a se vacinarem contra o Papilomavírus humano (HPV). Fisionomias assustadas e enojadas marcaram as palestras que mostrou os efeitos do adoecimento com o vírus HPV: verrugas com aspecto de couve-flor.

Com o propósito de potencializar a vacinação e, principalmente despertar a confiança e aceitação do público alvo, as enfermeiras fizeram uma intervenção baseada na charada “o que tem a ver a couve flor com a calcinha?”. Apesar da aparente falta de lógica da relação, elas mostraram como o HPV se manifesta em verrugas com aspecto de couve-flor e argumentaram que o vírus pode ser veiculado em peças contaminadas e indevidamente compartilhadas, atitude comum entre os adolescentes.

A enfermeira Lidiane Sales, do PSE Paraúnas, explica que a sensibilização foi primordial para que o próprio adolescente tivesse interesse em se vacinar. “A baixa adesão à vacina está relacionada à percepção dos pais de que estariam motivando a atividade sexual precoce dos adolescentes”, disse. “A sensibilização coopera com os processos de vacinação previstos para a escola e tende a tornar os estudantes agentes mais ativos na ação e menos resistentes ao procedimento, muitas vezes interpretado como doloroso e desnecessário”, concluiu.

Multiplicadores

Na escola municipal Professor Pedro Guerra, a intervenção aconteceu no dia 21 de junho, em quatro turmas do 6º, 7º 8º e 9º ano, uma vez que a escola tem muitos alunos na faixa indicada para receber as vacinas. “Combinamos com os participantes para tornaram-se agentes disseminadores das informações recebidas. Percebemos como o esclarecimento da doença HPV e meningite C preocuparam as turmas envolvidas, tanto que alguns alunos que completaram 15 anos recentemente, manifestaram a vontade de receber as vacinas e reconheceram que perderam a oportunidade por desconhecerem a gravidade das doenças”, explicou.

A ação da Secretaria Municipal de Saúde envolveu as equipes dos centros de saúde, em parceria com a Educação, o Programa Saúde na Escola (PSE) e a equipe de enfermeiros contratados. Segundo Roseli de Paiva Reis, Referencia de Imunização da Diretoria Regional de Saúde (DRES) de Venda Nova, para que os adolescentes estejam devidamente protegidos contra o HPV é necessário receber duas doses da vacina, num intervalo de seis meses entre a primeira e a segunda dose. “A vacina contra HPV é segura e os efeitos colaterais após a vacinação são leves, pouco frequentes, (10 a 20%), e podem incluir dor e vermelhidão no local da aplicação e febre baixa”, explicou.

Nas 28 escolas municipais de Venda Nova, 7.036 estudantes estão matriculados no 2º Ciclo, na faixa etária entre 11 e 14 anos. Foram aplicadas 1040 doses da meningocócica C e imunizados 480 meninas e 492 meninos, contra o HPV.

Parceria pela saúde

A intensificação da vacinação contra o (HPV), para meninas de 9 a 14 anos de idade e meninos de 11 e 14 anos de idade, aconteceu nas 28 escolas Municipais da Regional Venda Nova, entre os dias 25 de junho e 13 de julho. Na oportunidade, foi ofertado também o reforço da vacina Meningocócica C conjugada, contra Meningite, para todos os alunos entre 11 e 14 anos.

Foram atendidos os adolescentes que não receberam as vacinas ou que estavam com alguma em atraso. A vacina quadrivalente contra o Papilomavírus Humano atua na prevenção do câncer do colo do útero, órgãos genitais femininos, masculinos e boca e está disponível nos postos de saúde. Ao receberem a vacina, os homens, além de se protegerem contra os cânceres do aparelho genital e boca, também colaboram para a redução do câncer de colo de útero e vulva nas mulheres.

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