Grupo de mulheres da terceira idade alcança melhoria da qualidade de vida em Venda Nova 

Toda quarta-feira, durante uma hora e meia, um grupo de senhoras com idade entre 50 e 80 anos, todas com histórico de dores crônicas pelo corpo e diagnóstico de fibromialgia, se reúnem para realizar exercícios físicos, orientados pela fisioterapeuta Dalila Dumont, do Centro de Saúde Santo Antônio, em Venda Nova. O grupo intitulado “Para Elas – mulheres que se cuidam!” se reúne em um espaço cedido por uma ONG na rua Santa Cruz, 182, bem no centro de Venda Nova.

A dinâmica do encontro tem sempre a leitura de um texto para reflexão, exercícios de alongamento e outros mais específicos visando prevenção das patologias comuns da idade, com foco na coluna e joelho. O encontro tem ainda roda de conversa, relaxamento e terapia do abraço. Eventualmente, o grupo tem atividades de dança, Lian Gong, oficinas de artesanato e de colorir, palestras com profissionais sobre vários assuntos, como menopausa, reposição hormonal, incontinência urinária, entre outros. “Fazemos canjica todo ano, amigo oculto e percebo que virou também um grupo de convivência. Todas criaram um vínculo forte, se alguma falta, já fazemos visita para saber o que houve”, contou Dalila.

Cada encontro reúne entre 20 e 25 senhoras, devidamente uniformizadas com a camisa do grupo: “Para Elas”- mulheres que se cuidam! “E é esse o nosso propósito: que as mulheres se empoderem, se cuidem, se valorizem e fiquem cada vez mais conscientes sobre seu corpo e sua saúde”, avalia a fisioterapeuta.

Resultados positivos 

O grupo completou três anos em junho e, segundo o questionário de qualidade de vida aplicado pela coordenadora, houve melhora do estado geral de saúde de todas as participantes. Os resultados positivos são sentidos também pelas equipes de saúde da família que relatam que algumas mulheres “sumiram” do posto. É o caso da dona de casa, Eleosina Evangelista dos Santos, 65 anos, no grupo deste o início. “Eu estava num momento de depressão, além de ter pressão alta e problemas na tireóide. Depois do grupo tive melhora das dores, estou mais animada e minha pressão estabilizou. Estou gostando muito do grupo”, contou.

A aposentada Maria José Pereira, 82 anos, é uma das mais animadas do grupo. Sem filhos, ela mora sozinha com o marido e passou por um tratamento de câncer recentemente. No grupo ela encontrou apoio. “Eu amo esse grupo, porque aqui a gente se abraça, sorri, esquece dos problemas. Gosto dos exercícios, alongamentos e quando tem dança. Às vezes chego aqui triste, deprimida, mas já melhoro quando encontro as amigas e começo os exercícios. Minhas dores também melhoraram. Adoro estar aqui!” revelou.

Dalila Dumont avalia que o grupo “Para Elas” tem um impacto positivo na qualidade de vida das mulheres, na medida em que cria um espaço de promoção, prevenção e reabilitação, estreitando vínculos sociais, aumentando o nível de atividade e movimento. “Muitas mulheres vivem com uma sobrecarga de trabalho, são donas de casa muito zelosas que cuidam do marido, filhos, netos, casa. Às vezes, ainda trabalham fora, não têm tempo para si, muito menos para lazer. Como a fibromialgia tem aspectos físicos e psicológicos, percebe-se a importância em realizar atividades multidisciplinares em que o olhar seja focado na saúde e na integralidade do sujeito e não apenas na reabilitação física”, concluiu.

Alcance ampliado

A princípio, o grupo foi direcionado para as usuárias do Centro de Saúde Santo Antônio,  no bairro São João Batista. Com o passar do tempo, as participantes queriam levar amigas e vizinhas para participar das atividades que estavam fazendo tanto bem a elas. Hoje, o grupo é formado por usuárias também de outras unidades de saúde.

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