Mãe que asfixiou a própria filha, no Ribeiro de Abreu, é condenada a 24 anos de prisão

Julgamento aconteceu nesta segunda-feira, em Belo Horizonte / Foto: Raul Machado - TJMG

O 1º Tribunal do Júri de Belo Horizonte condenou uma mulher, de 26 anos, acusada de ter asfixiado a própria filha, de nove meses, em janeiro de 2016 no bairro Ribeiro de Abreu, na zona Norte da capital. Ela foi presa quatro meses após o crime.

Os sete jurados (cinco mulheres e dois homens) reconheceram a ocorrência de homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima). As testemunhas foram dispensadas. O juiz Thiago Colnago Cabral arbitrou a pena em 24 anos de prisão em regime inicial fechado.

A acusação foi feita pelo promotor Luiz Felipe de Miranda Cheib. De acordo com a denúncia, recebida pelo Judiciário em maio de 2016, o choro da criança levou a mãe a asfixiar a menina e ela tinha consciência do que fazia. Na delegacia, a jovem chegou a alegar que a bebê havia engasgado com o leite, mas depois confessou que havia sufocado a criança, porque ela não parava de chorar mesmo após ter se alimentado.

A ré foi representada pelo defensor público Marco Túlio Frutuoso Xavier, que alegou que ela já foi diagnosticada com depressão e esquizofrenia e toma vários remédios, tendo inclusive ficado internada nesse período. Na época dos fatos, ela disse que não estava medicada, teve episódios em que surtava e agredia as pessoas. Disse que não conseguia ficar com a criança por longo tempo porque o choro a incomodava.

Prisão

A jovem contou, além disso, que apanhou na cadeia. Relatou que sofreu abuso sexual do irmão na infância, até completar 10 anos. Segundo informou, na data dos fatos, ela amamentou a criança, não a colocou para arrotar e dormiu. Ao acordar viu a menina se debatendo e pensou que ela estava engasgando. Declarando ouvir vozes que mandavam que ela o fizesse, tampou o nariz e a boca da filha nesse momento.

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