Mudanças no atendimento devem diminuir tempo de espera na UPA Venda Nova

UPA VENDA NOVA: Proposta é disponibilizar equipes para atenção aos casos de menor gravidade, agilizando os procedimentos oferecidos ao paciente. (Foto: Abraão Bruck/CMBH)

As condições gerais da UPA Venda Nova, na Rua Padre Pedro Pinto, foram vistoriadas pela Comissão de Saúde e Saneamento nesta terça-feira (21/8), por requerimento do vereador Hélio da Farmácia. O parlamentar explicou que seu objetivo é que a comissão realize visitas técnicas a todas as UPAS da capital e, ao final desse ciclo de vistorias, seja produzido um relatório a ser encaminhado à secretaria municipal de Saúde apontando as melhores experiências de cada uma dessas unidades, de modo a permitir que as ações de sucesso de cada UPA possam ser implementadas nas demais. A gerência da UPA Venda Nova informou que, ainda este ano, será implantado um sistema que permite reduzir o tempo de espera para atendimento aos pacientes classificados como pouco urgentes. Esse sistema, denominado fast track, resolveria um dos principais problemas da unidade, que diz respeito à demora no atendimento de casos menos graves.

Para otimizar os processos de atendimento diante da grande demanda, a UPA Venda Nova adota o Protocolo de Manchester, um processo de classificação da gravidade do quadro dos pacientes por meio do uso de cores. A classificação vai do verde – no caso de pacientes não urgentes e que, portanto, podem aguardar atendimento por mais tempo – ao vermelho, que corresponde a um quadro emergencial e que necessita de acesso a serviço médico imediato. A categorização é feita após uma triagem e se baseia nos sintomas apresentados pelo paciente. No caso da UPA Venda Nova, de acordo com a coordenação médica da unidade, o protocolo está sendo cumprido para atendimento de pacientes que necessitam de cuidados imediatos – classificados como vermelho ou laranja. Também o prazo para atendimento daqueles que podem aguardar até 60 minutos por cuidados médicos – categorizados como laranja – vem sendo cumprido. O problema está no cumprimento dos prazos estabelecidos para atendimento de pacientes cujo quadro demanda pouco ou nenhuma urgência, classificados respectivamente como verde e azul. No caso dos pacientes da categoria verde, segundo o Protocolo de Manchester, a espera possível por atendimento é de até 120 minutos. Já aqueles pacientes cujos casos são ainda mais simples, classificados como azuis, podem, de acordo com o mesmo sistema, esperar por até 240 minutos.

Uma alternativa a ser adotada ainda este ano para enfrentar tal problema, tornando mais ágil o atendimento de usuários que apresentem quadro de nenhuma ou de pouca urgência é o fast track, que funciona como ferramenta adicional ao Protocolo de Manchester. Por meio desse modelo, é criada uma equipe para atender aos casos não prioritários. O vereador Hélio da Farmácia destacou que o tempo médio de espera pelos pacientes com pouca ou nenhuma gravidade será consideravelmente reduzido após a aplicação do método, o que beneficiará o usuário. A gerência da unidade explicou que já há uma reunião agendada para esta sexta-feira (24/8) com o intuito de planejar as ações necessárias para a adoção do fast track. Os responsáveis pela UPA Venda Nova explicaram que a unidade já está com a estrutura pronta para a adoção do sistema.

Foto: Abraão Bruck/CMBH

Exames e ambulância

Os pacientes que necessitam de exames que não são realizados na UPA Venda Nova são levados até o Hospital Metropolitano do Barreiro pela única ambulância que atende exclusivamente a UPA. A gerência da unidade explicou que, caso os pacientes da UPA tivessem preferência na realização de exames no Hospital Metropolitano, o atendimento na UPA Venda Nova acabaria sendo mais ágil. Já o vereador Hélio da Farmácia afirmou que irá sugerir a disponibilização de mais uma ambulância para atender à unidade, também no intuito de garantir mais agilidade no atendimento dos pacientes

Apesar de ter passado por reparos em sua estrutura física, há menos de uma ano, a UPA Venda Nova apresenta vazamentos no telhado. A gerência explica, entretanto, que não há vazamentos na área de atendimento de pacientes.

Já a falta de insumos médicos é tida hoje como caso isolado pela gerência da unidade, que aponta que a situação do abastecimento melhorou na atual gestão municipal.

Atendimentos

A UPA Venda Nova oferece serviços médicos nas áreas de pediatria, clínica e cirurgia geral. Estão à disposição da população cinco clínicos no período diurno e outros cinco no noturno. Além disso, há três pediatras atendendo durante o dia e a mesma quantidade desses profissionais atuando na parte da noite. Na área de cirurgia geral, há um especialista para cada turno. Os profissionais da unidade são responsáveis por realizar, em média, 9.200 atendimentos por mês.

Questionada pela representante do conselho distrital de saúde Venda Nova, Ivânia Santos Rodrigues, acerca da possibilidade de implantação de atendimento na área de ortopedia, a gerência informou que a UPA não conta com estrutura física necessária para prestar tal serviço e indicou que os pacientes que demandem tal especialidade procurem outras unidades da Rede SUS-BH que oferecem o serviço.

1 COMENTÁRIO

  1. A UPA Venda Nova está uma vergonha, com uma estrutura precária. Virou casa para moradores de rua. O banheiro é impossível ser usado. O chão totalmente sujo, e o mal cheiro que toma conta da porta, onde os moradores de rua dormem é insuportável.

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